O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, manifestou apoio público à conduta de Dias Toffoli na relatoria das investigações sobre fraudes no Banco Master nesta segunda-feira. Mendes ressaltou que a atuação de Toffoli observa os parâmetros do devido processo legal e lembrou que a Procuradoria-Geral da República já negou pedidos de afastamento do relator.
As críticas contra Toffoli surgiram após a Polícia Federal identificar que um fundo de investimento ligado ao banco adquiriu participação em um resort que pertencia a familiares do ministro. Apesar dos questionamentos, Mendes destacou a trajetória constitucional do colega e a legitimidade de sua manutenção no processo, conforme avaliação do órgão ministerial.
A investigação foi mantida no Supremo em dezembro de 2025 devido à citação de um deputado federal, o que atrai a competência da Corte por meio do foro privilegiado. O inquérito apura crimes como a concessão de créditos falsos e tentativas de transações irregulares que podem somar um prejuízo de 17 bilhões de reais aos cofres públicos.
O caso teve início com a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 contra o banqueiro Daniel Vorcaro e outros ex-diretores da instituição financeira. Além das fraudes de crédito, a Polícia Federal investiga movimentações envolvendo o Banco Regional de Brasília e nomes ligados à gestão da instituição financeira liquidada.










































