O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na tarde desta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este foi o terceiro contato direto entre os dois líderes desde a posse do republicano, marcando um momento de intensa movimentação diplomática entre Brasília e Washington.
A pauta principal foi o convite para o Brasil integrar o “Conselho da Paz”, iniciativa idealizada por Trump. Lula, que recentemente criticou o projeto publicamente, propôs que a atuação do órgão seja restrita à Faixa de Gaza e que inclua obrigatoriamente um assento para representantes da Palestina.
Durante a conversa, Lula reforçou a necessidade de uma reforma abrangente no Conselho de Segurança da ONU, defendendo a ampliação do número de membros permanentes. O Palácio do Planalto expressa preocupação com o alcance do Conselho da Paz de Trump, que teria prerrogativas para atuar em qualquer conflito global.
O presidente brasileiro ainda não formalizou sua resposta ao convite, mas aproveitou a oportunidade para sugerir uma visita oficial à Casa Branca. A viagem deve ocorrer em março, após os compromissos de Lula na Índia e na Coreia do Sul e as festividades de Carnaval no Brasil.
Este foi o primeiro diálogo entre os mandatários após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar norte-americana. Lula enfatizou a Donald Trump a prioridade brasileira em manter a paz e a estabilidade na América do Sul, evitando escaladas de violência na fronteira.
A conversa buscou alinhar pontos de interesse mútuo antes do encontro bilateral presencial. Apesar das divergências ideológicas e das críticas recentes de Lula sobre o unilateralismo dos EUA, o tom da ligação foi classificado como pragmático, visando manter os canais de comunicação abertos entre as duas maiores economias das Américas.










































