O governo brasileiro deve encaminhar, nos próximos dias, a proposta de adesão e internalização do acordo entre Mercosul e União Europeia para análise da Câmara dos Deputados. A decisão ocorre após o Parlamento Europeu paralisar o processo para solicitar um parecer jurídico sobre a legalidade do tratado assinado recentemente.
Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a estratégia brasileira é manter o ritmo das etapas nacionais para facilitar uma futura vigência transitória. A intenção é evitar que o impasse judicial na Europa, que pode durar cerca de dois anos, atrase os ganhos comerciais previstos.
O movimento brasileiro conta com o apoio de lideranças europeias que defendem a implementação gradual e provisória dos termos. No Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já sinalizou que a análise do texto será tratada como prioridade legislativa pelo parlamento assim que a proposta for recebida oficialmente.
Lideranças da ApexBrasil demonstram otimismo, apesar da apreensão com a resistência enfrentada no continente europeu. Jorge Viana, presidente da agência, destacou que o país planeja uma ação para promover a imagem dos produtos nacionais no exterior e combater o lobby contrário ao acordo Mercosul e União Europeia.
A implementação total do tratado pode representar um incremento de 7 bilhões de dólares nas exportações brasileiras. Os setores de máquinas, equipamentos de transporte, aeronaves e autopeças estão entre os principais beneficiados com a redução imediata de tarifas, além de oportunidades para a indústria química e de couros.











































