O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) promove uma marcha a pé de Minas Gerais até Brasília em defesa da libertação de Jair Bolsonaro, bem como dos presos de 8 de janeiro. Trata-se de uma iniciativa marcada pelo oportunismo político: o verdadeiro propósito dessa jornada quixotesca não é a solidariedade republicana com causas de interesse nacional, mas sim a busca por visibilidade e autopromoção.
Longe de representar um gesto nobre, a marcha configura um desserviço à nação, pois confronta o Estado Democrático de Direito e o Supremo Tribunal Federal, ao mesmo tempo em que se solidariza com indivíduos que atentaram contra a pátria. Esses transgressores, a serviço de Jair Bolsonaro, tentaram subverter a ordem constitucional em um golpe fracassado, desarticulado pelas próprias trapalhadas de setores militares alinhados ao ex-presidente.
A manifestação do deputado, portanto, não passa de uma provocação à sociedade, incitando ressentimentos em torno de um episódio que já foi devidamente equacionado pela Justiça, com a responsabilização e punição dos envolvidos.
A marcha de Nikolas pode ser interpretada como uma encenação delirante, comparável às alucinações de Dom Quixote diante dos moinhos de vento: um espetáculo vazio, sem significado republicano, mas “carregado de ranço” e propaganda pessoal.
O que também chama a atenção na chamada marcha do ridículo é a participação de alguns parlamentares que revelam falta de compromisso com a defesa de causas verdadeiramente nobres e de interesse nacional, como a erradicação da miséria e a busca pelo pleno emprego.







































