Uma tragédia em Hospital de Ji-Paraná mobilizou as autoridades policiais e de saúde na quarta-feira (25). Um bebê morreu antes do parto após a mãe, que deu entrada na unidade por volta das 20h, aguardar por cerca de nove horas sentindo fortes dores e episódios de vômito. A família denuncia negligência médica, alegando que a intervenção cirúrgica só ocorreu após a insistência de uma profissional de enfermagem, quando o quadro já era crítico.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada ao bairro Dom Bosco por volta das 5h15 após uma confusão na unidade. Tomado pelo desespero ao receber a notícia do óbito, o pai da criança teria danificado objetos do hospital, incluindo um bebedouro e uma porta de vidro, além de proferir ameaças contra a equipe plantonista. O homem deixou o local antes da chegada dos policiais e o caso foi registrado como dano ao patrimônio público e ameaça, paralelo à investigação sobre a morte do bebê.
O secretário de Saúde de Ji-Paraná, Cristiano Ramos, informou que a paciente seguia o protocolo de monitoramento de parto normal, com verificações periódicas dos batimentos cardíacos fetais (BCF). Segundo a pasta, durante a madrugada, foi detectada uma redução súbita na frequência cardíaca da criança. Ao realizarem a cesariana de emergência, os médicos teriam identificado um nó verdadeiro no cordão umbilical, condição rara que pode interromper o fluxo de oxigênio para o feto.
Apesar da suspeita de causa natural, a Secretaria Municipal de Saúde abriu uma sindicância administrativa, com prazo de 20 dias, para apurar se houve falha no tempo de resposta da equipe ou no cumprimento dos protocolos de observação. A avó da criança, Sandra M., contestou a versão de normalidade dada pelas enfermeiras durante a noite, reiterando que a gestante sofria visivelmente. A Polícia Civil agora aguarda laudos periciais para determinar se a morte poderia ter sido evitada com uma antecipação do parto.









































