Em vídeo divulgado nas redes sociais, o estudante de 20 anos afastado de uma universidade em Santos (SP) após o vazamento de mensagens com ameaças de estupro contra uma colega afirmou que “errou muito” e classificou a própria atitude como “extremamente indecente e totalmente horrorosa”
Nas capturas de tela que circularam na internet, o aluno aparece em um grupo de WhatsApp dizendo que estupraria a jovem caso ela não quisesse manter relações sexuais com ele. Em outro trecho da conversa, mencionou que usaria uma máscara para agredi-la durante uma festa universitária.
O estudante, identificado como Yuri G. A. C., é calouro do curso de Educação Física e foi afastado pela instituição de ensino após o episódio. Ele está proibido de frequentar as dependências da universidade e de participar de atividades acadêmicas enquanto o caso é apurado internamente.
No pronunciamento em vídeo, Yuri G. A. C. disse que as mensagens foram enviadas em tom de “brincadeira” em um grupo de amigos, mas reconheceu a gravidade do conteúdo. “A minha atitude foi extremamente indecente e totalmente horrorosa. Não tem cabimento você falar isso para alguém, mesmo que seja na brincadeira. E eu errei muito”, declarou.
Ele afirmou ainda que não é uma pessoa agressiva e que sempre teve uma postura respeitosa com a colega. Disse estar repensando seus atos e pediu desculpas à vítima e a todas as mulheres que se sentiram atingidas pelo conteúdo divulgado. “Eu assumo meu erro, eu assumo minhas consequências. E isso não vai se repetir, obviamente, mesmo que seja na brincadeira, até porque não existe brincadeira nesse nível”, afirmou.
Por meio de nota enviada ao portal, com intermediação do advogado, o estudante pediu desculpas “a toda a sociedade e, em especial, à comunidade da cidade de Santos”. Ele reconheceu que, embora as mensagens tenham sido enviadas em um grupo privado, isso não justifica o teor do que foi dito. “Palavras têm peso, têm impacto e podem ferir, independentemente da intenção original”, afirmou no comunicado. Também solicitou que a indignação pública não seja direcionada à família, que, segundo ele, repudiou sua atitude.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que, até o momento, não houve registro formal de boletim de ocorrência sobre o caso. Ainda assim, a Delegacia de Defesa da Mulher de Santos iniciou diligências para apurar as circunstâncias dos fatos.
Em nota, a Universidade Santa Cecília informou que o aluno foi intimado assim que a instituição tomou conhecimento do ocorrido e que o caso está sendo analisado conforme o regimento interno e a legislação aplicável. A universidade destacou que trata casos de violência com máxima seriedade e que não admite condutas que representem desrespeito ou violação à dignidade da comunidade acadêmica.










































