A Polícia Federal (PF) alcançou a marca histórica de R$ 9,5 bilhões em bens apreendidos de organizações criminosas ao longo de 2025. O montante, divulgado nesta terça-feira (10) pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, inclui o sequestro judicial de imóveis, veículos de luxo, aeronaves e joias de alto valor.
O resultado reflete a estratégia do governo federal de enfrentar o crime organizado por meio da asfixia financeira. Segundo Rodrigues, os valores vêm em uma crescente expressiva: em 2022, as apreensões somavam menos de R$ 1 bilhão, saltando para R$ 3 bilhões em 2023 e R$ 6,5 bilhões em 2024.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também apresentou números robustos no combate ao tráfico e contrabando. Apenas em maços de cigarro ilegais, foram apreendidas 48,3 milhões de unidades. Além disso, os agentes retiraram das estradas 44,3 toneladas de cocaína e 719 toneladas de maconha no último ano.
O impacto financeiro causado às facções pela PRF é estimado em centenas de milhões de reais. A recuperação de 7.294 veículos roubados ou furtados gerou um prejuízo de R$ 400 milhões aos criminosos. No setor ambiental, foram confiscados mais de 39 mil metros cúbicos de madeira ilegal e 213 kg de ouro.
Apesar do aumento na fiscalização, com mais de 5,4 milhões de pessoas abordadas, a PRF registrou um cenário crítico no trânsito. Em 2025, 6.044 pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais. No campo das prisões, a corporação deteve 41.396 indivíduos, a maioria por mandados em aberto e receptação.
A Polícia Federal encerrou o balanço destacando a realização de 3.864 operações em 2025, resultando em quase 26 mil prisões autorizadas pela Justiça. O órgão também reforçou seu papel na fiscalização de armas, monitorando atualmente mais de 4,5 milhões de registros em posse de civis e profissionais de segurança.










































