A Justiça de Mato Grosso decidiu manter o monitoramento por tornozeleira eletrônica de Edson F. e outros quatro réus investigados na Operação Safe Truck. A decisão, proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, reforça a necessidade das medidas cautelares diante da gravidade dos crimes de organização criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.
A defesa de Edson pleiteava a revogação do monitoramento baseando-se no princípio da isonomia, citando um investigado que teve a medida suspensa. No entanto, o magistrado esclareceu que não há igualdade processual, uma vez que Edson é réu denunciado pelo Ministério Público, enquanto o outro indivíduo não foi formalmente acusado até o momento.
A Operação Safe Truck desarticulou uma quadrilha especializada no furto e roubo de módulos eletrônicos e peças de caminhões em diversos estados, incluindo Rondônia. O grupo, que contava com um empresário de Vilhena entre os alvos iniciais, atuava em pátios de postos de combustíveis durante a madrugada. Peças que valem até R$ 100 mil eram revendidas no mercado paralelo por cerca de R$ 10 mil.
Em outra frente da mesma decisão, o juiz substituiu a prisão preventiva de Edivaldo L. por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira por 180 dias e a proibição de manter contato com os demais 43 corréus. Para os réus Jefferson D., Antony R., Vanderlei C. e Odemar M., os pedidos de liberdade total também foram indeferidos.
As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontam que a organização criminosa possuía uma estrutura hierárquica definida, com núcleos de executores, transportadores e lavadores de dinheiro. O esquema teria vitimado pelo menos 120 caminhoneiros desde 2021, utilizando transportadoras para escoar os produtos roubados para líderes do esquema em Mato Grosso.








































