O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) ofereceu denúncia contra 63 investigados no âmbito das operações Audácia I e Audácia VIII, voltadas ao enfrentamento do crime organizado no estado. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A denúncia foi apresentada após investigações que apontaram a atuação de uma facção criminosa armada, com atividades consolidadas em Rondônia desde pelo menos 2023 e ramificações em outros estados do país. As operações foram deflagradas em fevereiro de 2024 e dezembro de 2025, com apoio das forças de segurança estaduais e federais.
Organização criminosa e lideranças
De acordo com o MPRO, os 63 denunciados responderão por integração ou promoção de organização criminosa, com agravantes pelo uso de armas de fogo e participação de adolescentes. Entre os acusados, oito exerciam funções de liderança regional ou local dentro da facção, coordenando diferentes setores da organização.
Além disso, dois denunciados também foram acusados por envolvimento direto com o tráfico de drogas, ampliando o escopo das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Prisões e fase judicial
Os investigados estão presos preventivamente desde a deflagração da Operação Audácia VIII. Com o oferecimento da denúncia, o processo entra agora na fase judicial, que inclui a análise do recebimento pelo Judiciário, a citação dos réus para apresentação de defesa, a instrução processual e, posteriormente, o julgamento do mérito.
Essa etapa é considerada decisiva para a responsabilização penal dos envolvidos e para o desmonte das estruturas da organização criminosa investigada.
Atuação institucional
Em nota, o MPRO reafirmou seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, destacando que o combate ao crime organizado segue como uma das prioridades institucionais em Rondônia.
As operações Audácia são consideradas marcos importantes na repressão às facções criminosas atuantes no estado e reforçam a integração entre o Ministério Público e as forças de segurança.









































