Anistia Internacional acusa EUA, Israel e Rússia de ataques ao multilateralismo

Relatório anual denuncia genocídio em Gaza, sequestro de Maduro e operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro; organização vê sistema global em risco.

Fonte: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil - 20

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Anistia Internacional acusa EUA, Israel e Rússia de ataques ao multilateralismo
© REUTERS/Gideon Markowicz/Proibida reprodução

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  • Relatório da Anistia Internacional sobre 144 países acusa EUA, Israel e Rússia de ataques ao direito internacional e à sociedade civil.
  • Documento denuncia genocídio e apartheid em Gaza, agressão dos EUA na captura de Maduro e execuções extrajudiciais em águas internacionais.
  • Brasil é criticado por letalidade policial, feminicídios, falta de proteção LGBTI, demora na demarcação de terras e vulnerabilidade climática.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Anistia Internacional divulgou, nesta terça-feira (21), o relatório “A Situação dos Direitos Humanos no Mundo”, com duras críticas à atuação de grandes potências globais. O documento avalia 144 países e acusa Estados Unidos, Israel e Rússia de promoverem ataques predatórios contra o direito internacional e a sociedade civil. Segundo a secretária-geral da organização, Agnès Callamard, líderes políticos e econômicos estão forçando o fim do sistema multilateral para priorizar interesses de hegemonia e controle, ignorando a proteção das populações civis.

Sobre o conflito no Oriente Médio, o relatório afirma que Israel mantém um sistema de apartheid e continua o genocídio contra palestinos em Gaza, mesmo após acordos de cessar-fogo. A organização também condena o uso ilegítimo da força pelos EUA e Israel contra o Irã, citando um bombardeio a uma escola que vitimou mais de 100 crianças. Em relação às Américas, a Anistia classifica como “ato de agressão” o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas em janeiro de 2026, além de denunciar mais de 150 execuções extrajudiciais cometidas pelos Estados Unidos em águas internacionais.

O Brasil também ocupa posição de destaque negativo no documento devido à letalidade policial. O relatório cita a “Operação Contenção”, ocorrida em outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. A ação é descrita como a mais letal da história do estado, com fortes indícios de execuções extrajudiciais contra jovens negros e moradores de periferias. A Anistia ressalta que esse padrão histórico de policiamento letal revela uma persistente falha do Estado brasileiro em proteger comunidades vulneráveis.

Além da violência de Estado, a organização alerta para os níveis alarmantes de feminicídios no Brasil e a falta de proteção para a população LGBTI. O relatório cobra urgência na demarcação de terras indígenas e quilombolas, além de ações mais ambiciosas contra a crise climática. Na Europa, a Rússia é criticada pela intensificação de ataques a infraestruturas civis na Ucrânia, enquanto a União Europeia é acusada de omissão diante das transferências de armas que fomentam crimes contra o direito internacional em escala global.

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