A pneumologista e pesquisadora Margareth Dalcolmo recebeu, nesta sexta-feira, a medalha de mérito Oswaldo Cruz. A honraria é concedida pela Presidência da República a personalidades que deram contribuições excepcionais para o bem-estar e a saúde física e mental dos brasileiros. O evento ocorreu no Hospital do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Referência científica na Fundação Oswaldo Cruz, Dalcolmo tornou-se uma das vozes mais respeitadas durante a crise sanitária da covid-19. Desde os primeiros meses da emergência, a médica utilizou canais de comunicação para alertar sobre a gravidade da doença, defender o isolamento social e promover a importância da vacinação em massa.
Ao aceitar a medalha das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cientista relembrou o marco de seis anos desde o decreto de pandemia pela Organização Mundial da Saúde. Ela destacou o compromisso ético da ciência em cuidar das pessoas e a persistência necessária para levar informações técnicas à população em momentos de incerteza.
Enfrentamento ao negacionismo e papel social
Durante seu discurso, Margareth Dalcolmo ressaltou o desafio adicional de combater desinformações e retóricas nocivas que marcaram o período pandêmico. Segundo a pesquisadora, o trabalho de desconstruir notícias falsas foi, muitas vezes, mais exaustivo do que o próprio processo de informar sobre os avanços científicos e descobertas da medicina.
A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou da cerimônia e enfatizou que a contribuição de Dalcolmo transcende o período crítico da covid-19. Como colega de instituição na Fiocruz, Nísia lembrou que a pesquisadora segue colaborando ativamente em diversas frentes de saúde pública e orientação familiar no país.
Legado na saúde brasileira
A medalha Oswaldo Cruz simboliza o reconhecimento do Estado àqueles que dedicam a carreira à proteção da vida. Para a comunidade científica, a homenagem a Dalcolmo reforça a importância de instituições como a Fiocruz na formulação de respostas rápidas e baseadas em evidências para crises globais de saúde.
A cerimônia no Rio de Janeiro reuniu autoridades e profissionais de saúde, celebrando não apenas uma trajetória individual, mas a resiliência da ciência brasileira frente aos obstáculos políticos e sanitários dos últimos anos. O compromisso de Dalcolmo permanece como um pilar de confiança para a saúde pública nacional.









































