Uma pesquisa inédita realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada nesta quinta-feira (12), revela que o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) possui um apoio massivo entre as gerações mais jovens. Segundo o estudo, oito em cada dez brasileiros entre 16 e 40 anos defendem a extinção desse modelo de jornada, desde que a mudança não acarrete redução salarial. O levantamento ouviu 2.021 pessoas em todas as unidades da federação, evidenciando que, mesmo na média geral que engloba todas as idades, a maioria da população (63%) é favorável à alteração.
Os dados mostram uma divisão geracional clara no mercado de trabalho brasileiro. Enquanto a Geração Z (16 a 24 anos) e os Millennials (25 a 40 anos) apresentam índices idênticos de 82% de aprovação ao fim da escala, o entusiasmo pela proposta diminui conforme a idade avança. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, a aceitação cai para 62%, chegando ao seu ponto mais baixo, 48%, entre a população com mais de 60 anos.
Mudança de valores e impacto salarial
A pesquisa também aprofundou as condições para esse apoio. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 47% condicionam a aprovação à manutenção integral do salário, enquanto 31% são “totalmente favoráveis” à mudança, independentemente do impacto no pagamento. Tendência similar é observada na faixa de 25 a 40 anos, onde 35% apoiam a medida de forma incondicional e 42% a defendem apenas se o salário for mantido.
Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, esses números sinalizam uma transformação profunda na visão da sociedade sobre a vida profissional. Ele destaca que a existência de um grupo relevante disposto a apoiar o fim da escala independentemente do impacto salarial sugere uma mudança de valores, com maior peso sendo dado ao tempo livre e à qualidade de vida. O debate sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado as redes sociais e pressionado o Congresso Nacional por revisões na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).








































