A indústria brasileira de alimentos e bebidas encerrou o ano de 2025 com resultados robustos, atingindo um faturamento de R$ 1,39 trilhão. O balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) nesta terça-feira (10) aponta uma alta de 8,02% em relação ao ano anterior, consolidando a participação do setor em 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O mercado interno foi o principal motor desse desempenho, sendo responsável por R$ 1,02 trilhão do montante total. Dentro desse cenário, o varejo contribuiu com R$ 732 bilhões, enquanto o segmento de food service (alimentação fora do lar) demonstrou uma importante trajetória de recuperação. Segundo a Abia, a recomposição do consumo das famílias e ganhos de eficiência operacional permitiram um avanço real de 2,2% nas vendas domésticas.
No comércio exterior, as exportações somaram US$ 66,73 bilhões, um leve crescimento de 0,7%. A Ásia permaneceu como o destino mais relevante, absorvendo US$ 27,4 bilhões em produtos. Destaca-se ainda o aumento de 9,2% nas vendas para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 4,9 bilhões, superando desafios impostos por novas barreiras tarifárias no período.
O impacto social do setor também foi evidenciado pelos dados de empregabilidade. A força de trabalho direta cresceu 2,4%, alcançando 2,12 milhões de postos. Quando considerada toda a cadeia produtiva (incluindo empregos indiretos), o setor sustenta 10,6 milhões de trabalhadores, o que representa 10,3% da população ocupada no Brasil.
Projeções para 2026
A expectativa para o ano vigente é de continuidade na expansão, com previsão de crescimento entre 2% e 2,5% nas vendas reais. O otimismo da Abia baseia-se na estabilidade da safra agrícola, na tendência de redução das taxas de juros e em um cenário econômico global mais previsível, fatores que devem favorecer novos investimentos e a geração de empregos na ordem de 1,5%.







































