Um levantamento internacional divulgado nesta terça-feira (10) pelo Observatório do Clima e outras organizações parceiras revela que mais de 50 nações já possuem estratégias formais para reduzir o uso de petróleo, gás e carvão. O estudo mapeou 46 países com projetos de descarbonização energética e outras 11 iniciativas focadas em limitar a oferta global de fósseis, consolidando o que especialistas chamam de “mapa do caminho” para a transição energética global (TAFF).
De acordo com os pesquisadores, a motivação para essa mudança vai além da urgência climática. A busca por segurança energética diante de conflitos geopolíticos e da volatilidade de preços no mercado internacional tornou-se um motor central. Países como Brasil, Reino Unido, Alemanha e Colômbia são citados como protagonistas em planejamentos que envolvem desde a eletrificação e expansão de renováveis até a reforma de subsídios a combustíveis poluentes.
Desafios da Transição Coordenada
O relatório enfatiza que esforços isolados são insuficientes. Para evitar crises econômicas e insegurança energética, o Observatório do Clima defende um processo multilateral que estabeleça prazos claros e critérios de equidade. Entre os pontos fundamentais destacados pelo estudo estão o alinhamento com a ciência climática, a proteção aos trabalhadores do setor e o respeito aos direitos humanos e à soberania nacional.
Segundo Cláudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório, eventos recentes de instabilidade econômica e eventos climáticos extremos reforçam o “duplo risco” da dependência fóssil. Para os especialistas, sem uma sinalização clara sobre o fim da era do petróleo, o mercado e as nações continuarão vulneráveis a decisões políticas externas e aos impactos crescentes do aquecimento global.







































