A Marinha do Brasil apresentou nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, um conjunto de inovações tecnológicas voltadas à modernização do Corpo de Fuzileiros Navais. O destaque da apresentação foi a ativação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, que utiliza aeronaves equipadas com sensores termais e infravermelhos. Os equipamentos possuem uso dual: podem monitorar e atacar alvos militares ou localizar vítimas em cenários de desastres naturais.
Entre os novos recursos estão drones de asa fixa, conhecidos como “kamikazes”, e quadricópteros capazes de carregar projéteis. Para sustentar a operação dessas tecnologias, o comandante-geral da corporação, almirante Carlos Chagas, anunciou a inauguração de uma escola de formação de operadores de drones ainda neste mês. O oficial ressaltou que a modernização é estratégica para a proteção do litoral brasileiro, por onde circulam 97% das exportações e onde se localizam os cabos submarinos essenciais para as comunicações do país.
Além da vigilância aérea, os Fuzileiros incorporaram novos veículos blindados de desembarque litorâneo produzidos no Brasil. Com velocidade de até 74 km/h e capacidade para 13 militares, as embarcações são compactas, permitindo atracação em áreas sem infraestrutura e transporte via aeronaves. Essa versatilidade é considerada fundamental para a logística de resposta a desastres, permitindo o resgate de pessoas e o transporte de suprimentos em regiões alagadas ou de difícil acesso.
No campo bélico, foram apresentados o Míssil Antinavio Nacional de Superfície (Mansup), com alcance de 70 km e voo rasante para evitar radares, e um novo míssil guiado a laser de alta precisão. Este último, capaz de perfurar até 80 centímetros de blindagem, pode atingir embarcações e helicópteros em um raio de 3 quilômetros. Segundo a Marinha, o investimento busca alinhar as forças de defesa brasileiras às tendências tecnológicas observadas em conflitos internacionais recentes.











































