O mercado automotivo brasileiro registrou um avanço de 4,13% nos emplacamentos em fevereiro de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pela Fenabrave, o total de veículos novos comercializados chegou a 374.931 unidades, o que representa também uma alta de 2,25% em relação a janeiro deste ano. O desempenho positivo foi sustentado principalmente pela venda de automóveis leves, comerciais e implementos rodoviários.
O programa federal “Carro Sustentável”, lançado em 2025, foi apontado como o principal catalisador para o segmento de leves. A iniciativa, que reduziu as alíquotas de IPI para veículos econômicos e movidos a energia limpa, gerou um crescimento de quase 25% nos modelos enquadrados na categoria. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, foram 301.977 emplacamentos desses modelos, superando significativamente o volume registrado no período anterior à implementação do incentivo.
No setor de transporte de carga, o destaque foi o programa “Move Brasil”, que disponibilizou R$ 10 bilhões em crédito para a compra de caminhões. Embora o segmento ainda acumule retração anual, houve uma recuperação mensal de 3,73% em fevereiro. De acordo com a Fenabrave, o investimento em caminhões é altamente sensível ao custo do crédito, e o programa já contratou R$ 4,2 bilhões, sinalizando uma retomada gradual da confiança dos transportadores na atividade econômica.
As motocicletas, no entanto, continuam sendo o grande motor do mercado em 2026, com alta de 9,97% em relação a fevereiro do ano passado. O setor projeta encerrar o ano com um crescimento global de 6,10%, com as motos liderando a expansão (10%) e os automóveis crescendo em torno de 3%. A Fenabrave atribui o sucesso das duas rodas à eficiência na mobilidade individual, ao aumento dos serviços de entrega e ao uso crescente como segundo veículo das famílias brasileiras.










































