A Prefeitura de Porto Velho promoveu nesta segunda-feira (2) mais uma reunião do comitê de crise hídrica para discutir medidas emergenciais diante do cenário de cheia e estiagem que afeta a região.
O encontro reuniu representantes de secretarias municipais e da Defesa Civil, que apresentaram dados atualizados sobre o nível do Rio Madeira e avaliaram os possíveis impactos para as comunidades ribeirinhas.
Monitoramento permanente
De acordo com o superintendente da Defesa Civil, Marcos Berti, o acompanhamento constante é essencial para prevenir situações mais graves.
“Essas reuniões discutem a parte meteorológica e hidrológica, tanto da seca quanto na cheia do Rio Madeira. Por isso, é fundamental o acompanhamento e também ver o que cada secretária pode contribuir com esse planejamento estratégico. No momento, estamos acompanhando o aumento no nível do rio, que de acordo com os dados, pode passar dos 16 metros agora em março”, concluiu.
O avanço das águas pode provocar alagamentos em regiões ribeirinhas, afetar estradas e forçar famílias a deixarem suas residências. Entre as ações planejadas estão distribuição de cestas básicas, água potável e assistência social às áreas atingidas.
Impactos econômicos e planejamento setorial
Os efeitos da crise hídrica também atingem a produção rural e o comércio local. A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) participa das reuniões com o objetivo de organizar estratégias voltadas aos agricultores.
“A participação no Comitê de Crise, é essencial. A Semagric tem o levantamento da perda da produção dessas comunidades e a reconstrução do plano das áreas ribeirinhas. Então, todas essas informações daqui auxiliarão na construção de um documento da Semagric com essas informações”, disse Adirleide Dias dos Santos, agente de Educação Ambiental da pasta.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) também reforçou o compromisso com a gestão ambiental e a preservação dos recursos naturais diante de eventos climáticos extremos.
“O nosso papel é ter esse olhar para esses eventos climáticos extremos e também de uma forma duradoura e olhando isso como parte integrada não só do direito às cidades com a vida humana e também aos ecossistemas. Essa iniciativa preventiva é fundamental para uma resposta rápida e efetiva”, finalizou o secretário.
Novas reuniões deverão ser realizadas para acompanhar a evolução do quadro e ajustar as medidas conforme a necessidade.







































