O programa Move Brasil já liberou quase R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões em seu primeiro mês de funcionamento, reforçando a política federal de estímulo ao setor de transportes e à modernização logística no Brasil.
A iniciativa tem como objetivo principal substituir caminhões antigos por veículos novos ou seminovos, fabricados a partir de 2012 e que atendam a critérios ambientais. A medida busca reverter a forte queda nas vendas registrada em 2025, quando o mercado de caminhões recuou mais de 9%, com impacto ainda maior no segmento de veículos pesados.
Durante evento realizado em Guarulhos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que a retração do setor está diretamente relacionada às elevadas taxas de juros praticadas no país. Segundo ele, o programa conseguiu destravar investimentos ao oferecer condições de financiamento mais acessíveis, permitindo que transportadores retomem a renovação da frota.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores apontam que o início de 2026 ainda apresentou retração expressiva nas vendas de caminhões, o que reforça a importância de políticas de crédito voltadas ao setor produtivo. Para Alckmin, a resposta inicial do mercado demonstra que o programa atende a uma demanda reprimida.
Empresários do setor relatam ganhos diretos com a renovação dos veículos, especialmente na redução de custos operacionais, como consumo de combustível e manutenção. Além disso, a modernização da frota contribui para menor emissão de poluentes e maior segurança nas rodovias.
Representantes dos trabalhadores também avaliam positivamente o programa, ressaltando que a iniciativa ajuda a preservar empregos diretos e indiretos na cadeia automotiva e de transportes. Segundo o setor industrial, cada posto de trabalho mantido nas montadoras e concessionárias sustenta diversos outros empregos ao longo da cadeia produtiva.
O Move Brasil disponibiliza um total de R$ 10 bilhões em crédito, provenientes do Tesouro Nacional e do BNDES. Parte dos recursos é destinada exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados, com taxas de juros em torno de 13% a 14% ao ano e prazos de até cinco anos para pagamento. As operações contam com garantia do Fundo Garantidor de Investimentos, o que amplia o acesso ao financiamento.
Sem prazo definido para encerramento, o programa seguirá ativo até que os recursos disponíveis sejam totalmente utilizados. O governo avalia que a iniciativa pode ter papel estratégico na retomada das vendas, no fortalecimento da logística nacional e na transição para um transporte mais eficiente e sustentável.





































