O Banco de Brasília (BRB) confirmou, por meio de fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a renúncia de Jacques Veloso ao cargo de diretor jurídico. A saída do executivo, que será efetivada no próximo sábado (14), ocorre em um momento de forte turbulência institucional após o colapso do Banco Master.
A renúncia de Veloso surge em meio a revelações de que ele teria assinado pareceres técnicos alertando para os riscos de insolvência nas transações com o Master. No entanto, o executivo também apareceu em vídeos internos defendendo a aquisição da instituição, assegurando aos servidores que todos os cuidados jurídicos estavam sendo rigorosamente seguidos.
As investigações apontam que, entre 2023 e 2024, o BRB adquiriu carteiras de crédito do Banco Master no valor de R$ 12,2 bilhões. Segundo auditorias, esses ativos estavam superfaturados ou eram inexistentes, resultando em um prejuízo bilionário que comprometeu os índices de liquidez do banco público do Distrito Federal.
Para tentar conter o desgaste e recuperar a confiança do mercado, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como nova diretora de Controles e Riscos. A executiva, com passagens pelo Banco do Brasil, chega com a missão de endurecer a segurança institucional e a conformidade das operações financeiras da entidade.
Atualmente, o BRB trabalha em um plano de capitalização para recompor seu patrimônio em até 180 dias. O aporte necessário, estimado em R$ 5 bilhões, é fundamental para que a instituição volte a operar dentro dos parâmetros exigidos pelo Banco Central, após a tentativa fracassada de compra do Master.
O governo do Distrito Federal, que detém 72% das ações do banco, monitora a situação de perto enquanto as investigações da Polícia Federal avançam. A expectativa é que novos nomes para a diretoria jurídica e outras áreas estratégicas sejam anunciados nas próximas semanas para estabilizar a gestão.










































