No início da noite desta segunda-feira, imagens do satélite GOES-19, atualizadas a cada dez minutos, indicaram a formação de um corredor contínuo de nebulosidade profunda se estendendo de Rondônia e Amazonas, avançando pelo Centro-Oeste e alcançando o Sudeste, incluindo o estado de São Paulo. Essa extensa formação atmosférica cobre áreas do norte de Porto Velho, além das regiões Nordeste, Leste, Sudeste e Sul de Rondônia.
As nuvens observadas são densas e verticalmente desenvolvidas, com alto potencial para chuvas intensas, trovoadas e descargas elétricas. O cenário é especialmente favorável à ocorrência de temporais no norte e nordeste de Porto Velho, bem como no sudoeste e sul do estado.

No decorrer da noite, a tendência é de intensificação das precipitações, com possibilidade de avanço até a região da Ponta do Abunã. Mapas meteorológicos reforçam a presença de um sistema convectivo bem organizado, com alta confiabilidade para ocorrência de temporais nas áreas mencionadas.
Entre os dias 09 e 10, Rondônia entra em um cenário de instabilidade atmosférica generalizada, com atuação de sistemas convectivos organizados, típicos de precipitação de nível 2. Diferentemente de eventos pontuais, as chuvas devem ocorrer de forma ampla, persistente e simultânea em todas as regiões do estado.

O padrão atmosférico indica chuvas concentradas, com elevadas taxas de precipitação horária, associadas à forte atividade convectiva, descargas elétricas frequentes e potencial para tempestades severas. Embora comuns no período chuvoso amazônico, esses eventos apresentam alto potencial de impacto, sobretudo em áreas urbanas, regiões ribeirinhas e zonas com drenagem limitada.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), a instabilidade atmosférica tende a se intensificar na quarta-feira (11), com previsão de volumes diários superiores a 50 mm, podendo persistir até o dia 15.
Os modelos numéricos apontam risco elevado de alagamentos, transbordamentos pontuais de igarapés e rios urbanos, além de impactos significativos na infraestrutura e no sistema viário, especialmente em centros urbanos e áreas periféricas.









































