Parte da fortuna de Jeffrey Epstein foi construída por meio de investimentos estratégicos em empresas de tecnologia. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que o financista manteve aportes milionários mesmo após sua condenação por crimes sexuais em 2008, consolidando presença no Vale do Silício e em startups de alto potencial.
Entre os investimentos revelados está a Corretora de criptomoedas Coinbase, que recebeu US$ 3 milhões em 2014, por indicação do empreendedor Brock Pierce. Epstein acompanhava de perto a saúde financeira da empresa, recebendo relatórios assinados pelos executivos da startup. Em 2018, Pierce tentou comprar metade das ações pertencentes a Epstein por US$ 15 milhões.
Outro aporte foi feito na Jawbone, startup de dispositivos vestíveis, com investimento de US$ 5 milhões em 2012. A empresa encerrou suas atividades em 2017, gerando desentendimentos com Epstein. Além disso, o financista aplicou US$ 40 milhões na Valar Ventures, fundo de capital de risco ligado a Peter Thiel, cofundador do PayPal, cujos ativos ainda constam no espólio de Epstein e são avaliados em US$ 170 milhões.
Os documentos ainda indicam que Epstein considerou investir US$ 100 milhões no Spotify em 2014, mas foi aconselhado por Thiel a desistir da operação. Ele também recebeu propostas para aportar na SpaceX em 2016 e 2017, com possibilidade de US$ 50 milhões, sem que os negócios tenham se concretizado.
Quando faleceu em 2019, Epstein tinha patrimônio líquido estimado em US$ 578 milhões, equivalente a cerca de R$ 3 bilhões. O empresário estava envolvido em uma rede de exploração sexual de menores e mantinha contatos com personalidades influentes de diversos setores.
Os registros mostram como Epstein buscou consolidar riqueza e influência por meio de investimentos em tecnologia, mesmo após condenações criminais, evidenciando a complexa relação entre capital, poder e mercado de startups.
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