O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira o apoio formal à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da ONU. O presidente Lula destacou que é hora de uma mulher comandar a entidade.
Bachelet já foi presidente do Chile por duas vezes e ocupou cargos de destaque no sistema multilateral. Ela foi a primeira diretora da ONU Mulheres e atuou como Alta Comissária para os Direitos Humanos.
A indicação foi apresentada em conjunto com os governos do Chile e do México. Os países buscam fortalecer o multilateralismo e promover uma liderança capaz de responder aos atuais conflitos globais e crises climáticas.
O atual secretário-geral, o português António Guterres, encerra seu segundo mandato no fim de 2026. O novo escolhido deve assumir o comando das Nações Unidas em 1º de janeiro de 2027.
O Itamaraty reforçou que a experiência de Bachelet em processos políticos complexos é essencial para o cenário atual. A ex-presidente é reconhecida por sua capacidade de diálogo e defesa dos direitos fundamentais.
A candidatura reflete o desejo da região de ter uma representante sul-americana na liderança global. Para o governo brasileiro, Bachelet possui o currículo ideal para enfrentar os retrocessos democráticos no mundo.










































