Cientistas brasileiros e internacionais identificaram uma nova espécie de fungo zumbi durante uma expedição em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Batizado de Purpureocillium atlanticum, o fungo chamou a atenção pela sua coloração púrpura e por sua especialização em infectar aranhas que vivem em armadilhas no solo da floresta.
O achado, liderado pelo micologista brasileiro João Araújo, da Universidade de Copenhague, foi reconhecido pelo prestigiado jardim botânico Kew Gardens, de Londres, como uma das descobertas biológicas mais relevantes do último ano. A pesquisa utilizou tecnologia de sequenciamento genético portátil para catalogar o microrganismo ainda fresco no campo.
Diferente dos fungos da ficção, o Purpureocillium atlanticum não representa riscos aos seres humanos. Sua ação é focada em aranhas de alçapão: os esporos perfuram o exoesqueleto do animal e invadem a hemolinfa (o “sangue” dos artrópodes), onde se multiplicam rapidamente até tomarem todo o corpo do hospedeiro.
Embora pertença à mesma família do gênero Ophiocordyceps — o famoso fungo que controla a mente de formigas —, a nova espécie brasileira possui uma estratégia de propagação diferente. Em vez de levar a vítima para lugares altos, ele frutifica a partir da aranha morta sob o solo, lançando seu estroma (corpo de frutificação) acima da terra para espalhar novos esporos.
A popularidade do termo fungo zumbi explodiu com a franquia de jogos e TV The Last of Us. Na vida real, micologistas como João Araújo celebram o interesse do público, que tem atraído mais estudantes para a micologia. “O potencial de produção de novos compostos e antibióticos baseados nesses fungos é enorme”, afirma o pesquisador.
| Espécie | Hospedeiro | Característica Principal |
| P. atlanticum | Aranha de alçapão | Cor púrpura; descoberto no RJ |
| Ophiocordyceps | Formigas e insetos | Controle mental do hospedeiro |
| P. atypicola | Aranhas (global) | Espécie “mãe” agora dividida em novas |
A descoberta acende um alerta sobre a preservação da biodiversidade. Estima-se que existam 2,5 milhões de espécies de fungos no mundo, mas apenas 10% são conhecidas pela ciência. Conhecer esses organismos na Mata Atlântica é estratégico para a medicina e para a criação de soluções sustentáveis diante das mudanças climáticas globais.






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