O Observatório do Clima entregou ao governo federal um conjunto de recomendações para subsidiar o mapa do caminho da transição energética, encomendado pelo presidente Lula. A principal diretriz defende uma mudança na lógica do setor petrolífero: em vez da exploração máxima, as entidades sugerem um planejamento para que a produção de petróleo seja limitada ao essencial durante a substituição por energias renováveis.
O planejamento ministerial deve ser entregue ao Conselho Nacional de Política Energética até o dia 6 de fevereiro. O documento das organizações sociais foca em três pilares principais: diretrizes de política energética, governança institucional e fundamentos econômicos para o financiamento da transição.
Entre as medidas práticas propostas estão a elaboração de um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil e o descomissionamento de campos prestes a esgotar. Especialistas do setor destacam que um mapa inclusivo reduz riscos econômicos e amplia oportunidades de crescimento sustentável a longo prazo, sendo uma escolha racional diante do aquecimento global.
Na área financeira, o documento recomenda o fim de subsídios governamentais para combustíveis fósseis e a destinação de verbas específicas no Plano Plurianual (PPA). O grupo também sugere a criação de uma autoridade central para monitorar o cumprimento das metas, integrando governo, sociedade civil e o setor produtivo.








































