A ativista Helena Taliberti, que perdeu dois filhos, a nora grávida e o ex-marido no rompimento da barragem em Brumadinho, classificou o episódio como uma tragédia anunciada durante ato simbólico realizado em São Paulo.
O evento, organizado pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, ocorreu na Avenida Paulista e reuniu crianças em uma oficina de argila e sementes. O objetivo foi transformar o barro, símbolo da destruição, em um gesto de esperança e cuidado ambiental.
Às 12h28, uma sirene foi tocada para marcar o exato momento em que a estrutura da mineradora Vale colapsou em 25 de janeiro de 2019. Na ocasião, o sistema de alerta da empresa falhou, impedindo que centenas de pessoas buscassem refúgio.
Helena ressaltou que investigações posteriores comprovaram que a mineradora tinha conhecimento dos problemas estruturais na barragem. Segundo a mãe das vítimas, o desastre anterior em Mariana deveria ter servido de alerta para evitar as 272 mortes.
Passados sete anos, a falta de responsabilização criminal ainda gera indignação. Um processo tramita na Justiça de Minas Gerais contra 15 pessoas, mas até o momento ninguém foi punido criminalmente pelas mortes e pelos danos ambientais causados.
A manifestação também destacou a lentidão na reparação das famílias atingidas. Para os organizadores, a impunidade funciona como um incentivo para que novos desastres ocorram, reforçando a necessidade de vigilância constante sobre a atividade mineradora no país.










































