A organização global Oxfam divulgou nesta terça-feira, 20, o relatório intitulado Resistindo ao Domínio dos Ricos, por ocasião do Fórum Econômico Mundial. O documento afirma que governos ao redor do mundo têm priorizado a proteção do patrimônio de bilionários em detrimento da dignidade da maioria da população.
Segundo o estudo, o crescimento recorde da riqueza dos super-ricos ocorre paralelamente a um retrocesso nos direitos civis e políticos. O relatório destaca que os bilionários utilizam seu poder financeiro para moldar regras econômicas e influenciar governos, silenciando vozes de oposição e reprimindo protestos sociais.
Os dados apresentados pela Oxfam revelam que a diminuição da pobreza global estagnou nos últimos anos. Em 2022, quase metade da população mundial, cerca de 3,83 bilhões de pessoas, vivia em condições de pobreza. Além disso, a insegurança alimentar moderada ou grave aumentou 42,6% entre 2015 e 2024.
Na África, o levantamento registra um novo aumento nos índices de miséria, o que contrasta com o acúmulo de capital em países desenvolvidos e nas elites globais. O texto argumenta que a desigualdade não é inevitável, mas sim o resultado de escolhas políticas que favorecem oligarcas em vez de cidadãos comuns.
A Oxfam defende a necessidade de redistribuição de riqueza para tornar a vida das pessoas mais acessível e suportável. A organização ressalta que a organização social pode atuar como um contrapeso ao poder econômico extremo, exigindo que as nações respeitem a Constituição e garantam liberdades fundamentais.
O documento conclui que o atual cenário de autoritarismo e supressão de direitos está diretamente ligado à concentração de renda. Para o movimento, os governos devem optar por defender a democracia e a justiça social para reverter a deterioração das condições de vida enfrentada por um quarto da humanidade.










































