A venda das operações do TikTok nos Estados Unidos deve ser concluída oficialmente nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. A transação, avaliada em aproximadamente 14 bilhões de dólares, transfere o controle da plataforma para a nova entidade TikTok USDS Joint Venture LLC, composta pela Oracle, pelo fundo Silver Lake e pelo fundo soberano MGX, dos Emirados Árabes Unidos.
A mudança ocorre sob forte influência política, consolidando uma estratégia iniciada no primeiro mandato de Donald Trump e mantida em sua atual gestão. Com o novo acordo, a ByteDance, matriz chinesa da rede, reduz sua participação para 19,9%, enquanto o consórcio de investidores e parceiros ocidentais assume a maioria do capital e o poder de decisão.
Na prática, a Oracle passa a ser a “parceira de segurança confiável”, responsável por armazenar os dados de 170 milhões de usuários americanos em servidores locais. A empresa também terá a tarefa de auditar e retreinar o algoritmo de recomendação, garantindo que a infraestrutura técnica esteja isolada de possíveis influências do governo chinês.
Especialistas apontam que a operação cria um precedente relevante sobre soberania digital e regulação de mercados. Enquanto o governo chinês aceitou o negócio para preservar relações comerciais, críticos nos Estados Unidos questionam se a nacionalização forçada fere o livre mercado ou se realmente protege a privacidade dos cidadãos.
No Brasil, a ByteDance afirmou que a venda nos Estados Unidos não afeta a experiência dos usuários locais. A empresa segue com planos de expansão no país, incluindo a construção de um grande data center no Ceará, focado no processamento de dados da região e mantendo a arquitetura original da plataforma.








































