Cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram um avanço histórico para a conservação da biodiversidade ao decifrar o código genético do pirarucu e do filhote. O estudo, divulgado neste domingo, 18 de janeiro, busca fornecer informações detalhadas sobre a biologia dessas espécies, facilitando sua reprodução em ambientes de piscicultura e reduzindo a pressão da pesca predatória nos rios.
Liderada pelo pesquisador Sidney Santos, a equipe do Laboratório de Genética Humana e Médica analisou amostras de mais de 100 peixes em um sequenciador de DNA. O objetivo principal é criar um “manual” completo das espécies, permitindo o desenvolvimento de hormônios sexuais específicos e dietas adequadas para que esses animais possam ser criados comercialmente de forma viável.
Além de aprimorar a produção sustentável, o mapeamento genético possibilita a rastreabilidade total do pescado. Com os dados obtidos, as autoridades conseguem identificar se um peixe comercializado em qualquer lugar do mundo foi criado legalmente em cativeiro ou retirado ilegalmente da natureza amazônica. Essa ferramenta é considerada vital para órgãos de fiscalização no combate ao contrabando de fauna.
A Secretaria Nacional de Biodiversidade destacou que os dados integrados a bancos genéticos públicos servirão de base para políticas de conservação até 2030. Embora o custo das tecnologias de sequenciamento tenha caído nos últimos anos, os pesquisadores ressaltam que a manutenção de laboratórios de alta tecnologia na Amazônia ainda enfrenta desafios logísticos e demanda investimentos contínuos.









































