Pelo sistema convectivo, monitorado em imagens a cada 10 minutos pelo GOES-19, já é possível observar a formação e intensificação desses sistemas nessas áreas. Até o dia 23, a previsão aponta para chuvas intensas em Rondônia.

Para este final de semana (dias 17 e 18), as chuvas continuam em Rondônia. A previsão aponta para a predominância dos grupos 1 e 2, caracterizados por tempestades severas e organizadas, algumas delas de alta intensidade. A região da Ponta do Abunã, na divisa com o Acre, também vai registrar chuvas significativas.
No domingo, o município de Porto Velho será impactado por esses dois tipos de precipitação, com a capital, em especial, sendo atingida pelo Nível 2. Nas demais áreas do estado, as chuvas persistem com maior agravante no noroeste e sudoeste. Entre domingo e segunda-feira (19), a intensidade das chuvas diminuirá para o Nível 1. Além disso, as precipitações serão acompanhadas por raios.

Ao longo do dia, nuvens vindas do sul do Amazonas alcançam Rondônia e se expandem, intensificando as chuvas nas regiões norte, noroeste e nordeste. Pelo sistema convectivo, monitorado em imagens a cada 10 minutos pelo GOES-19, já é possível observar a formação e intensificação desses sistemas nessas áreas. Em alguns pontos, as precipitações serão mais intensas. Atenção: essas chuvas podem vir acompanhadas de raios.
Até o próximo dia 23, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá estarão entre os estados da região Norte com maior volume de chuvas. Essas precipitações, que são normais para a estação, o chamado “verão Amazônico”, período de grande intensidade pluviométrica na região, também são influenciadas por outros fenômenos.
Entre eles, destacam-se a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a umidade vinda do Oceano Atlântico. Juntos, esses fatores contribuem para a formação de vapores d’água, o que dá origem aos conhecidos ‘rios voadores’ ou ‘rios atmosféricos’ que implicam diretamente nas chuvas que caem de dezembro até meados de maio, quando o ciclo do “verão” encerra-se nesta parte do país.
Este ano, o fenômeno La Niña está em processo de extinção nas águas do Pacífico Equatorial. No entanto, as mudanças climáticas são um fator determinante e central nas discussões atuais. Elas agravam, nas áreas urbanas, o problema de inundações e chuvas persistentes, que agora atingem volumes e intensidades excepcionalmente altos.










































