A Transpetro registrou 31 ocorrências de furtos ou tentativas de furto em sua malha dutoviária ao longo de 2025. O dado interrompe um ciclo de seis anos de reduções sucessivas, iniciado em 2018, quando a companhia chegou a contabilizar 261 casos.
O aumento da atividade criminosa preocupa a estatal devido aos riscos de explosões, incêndios e danos ambientais irreparáveis. Além disso, as derivações clandestinas podem comprometer o fornecimento de combustíveis para setores essenciais, como aeroportos e hospitais.
São Paulo lidera o número de ataques, saltando de 17 casos em 2024 para 22 no ano passado. O estado é estratégico por possuir a maior malha de dutos do país e um mercado consumidor que absorve rapidamente o produto desviado.
Em contrapartida, o Rio de Janeiro apresentou uma queda expressiva, registrando apenas uma ocorrência em 2025. Segundo a companhia, o resultado positivo no estado fluminense é fruto da integração com as forças de segurança pública e de ações preventivas.
Minas Gerais também registrou alta, passando de uma para seis ocorrências no mesmo período. Os estados afetados são atravessados por oleodutos estratégicos, como o que liga São Paulo a Brasília, fundamental para o escoamento de derivados de petróleo.
A Transpetro investe anualmente 100 milhões de reais em monitoramento tecnológico e relacionamento com comunidades vizinhas. O presidente da companhia, Sérgio Bacci, defende agora o endurecimento da legislação para desestimular as práticas criminosas.









































