O Banco Central anunciou nesta quinta-feira, 15, a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A medida ocorre um dia após a Polícia Federal realizar buscas contra a empresa e seu fundador na Operação Compliance Zero.
A decisão foi motivada por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. De acordo com o BC, a instituição está envolvida em suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, o que resultou na indisponibilidade dos bens de seus controladores e ex-administradores.
As investigações da Polícia Federal apontam para a existência de uma ciranda financeira operada por meio de fundos de investimentos. O objetivo do esquema seria ocultar o destino final de recursos que podem superar o valor de 11 bilhões de reais, supostamente desviados para o patrimônio de executivos.
A Reag atuava como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos que agora deverão buscar novos gestores. Apesar da gravidade das acusações, o Banco Central classificou a empresa no segmento S4, o que significa que ela representa menos de 0,001% do ativo total do sistema financeiro.
O caso foi elevado ao Supremo Tribunal Federal devido a indícios de participação de pessoas com foro privilegiado. O ministro Dias Toffoli é o relator do processo, que segue sob sigilo absoluto enquanto o Tribunal de Contas da União avalia os procedimentos adotados na fiscalização.
A operação Compliance Zero busca desarticular o esquema de desvio de recursos públicos e privados. O Banco Central reiterou que continuará adotando medidas para apurar as responsabilidades legais e garantir a integridade das instituições financeiras que operam no país.








































