O ano de 2025 foi classificado como um dos três mais quentes já registrados globalmente, segundo dados consolidados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O relatório, divulgado nesta quarta-feira, reafirma a tendência de aquecimento acelerado observada nos últimos anos.
Cientistas da União Europeia confirmaram que as temperaturas médias globais ultrapassaram o limite de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais. Este foi o período mais longo de superação dessa marca desde o início dos registros climáticos, há 176 anos.
O levantamento da OMM utiliza oito conjuntos de dados mundiais para garantir a precisão. Enquanto seis instituições classificaram 2025 como o terceiro ano mais quente, outras duas o colocaram na segunda posição, ficando atrás apenas do recorde absoluto de 2024.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também validou os números. Segundo a agência, o calor acumulado nos oceanos atingiu níveis recordes, o que contribui diretamente para a formação de tempestades e furacões mais destrutivos.
O impacto do aquecimento global já é visível em desastres climáticos recentes. Em 2025, incêndios florestais na Europa e inundações catastróficas no Paquistão, que vitimaram mais de mil pessoas, foram agravados pela retenção de calor na atmosfera.
Especialistas alertam que o limite de 1,5 grau estabelecido no Acordo de Paris pode ser ultrapassado definitivamente antes de 2030. A principal causa continua sendo a emissão de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis.
Apesar do consenso científico, o cenário enfrenta resistências políticas internacionais. A recente retirada dos Estados Unidos de entidades ligadas ao clima da ONU, sob a gestão de Donald Trump, gera incertezas sobre as metas globais de descarbonização.
Para os meteorologistas, a questão agora não é apenas evitar o aquecimento, mas gerenciar as consequências inevitáveis para as sociedades. Cada fração de grau evitada é considerada vital para reduzir a frequência de eventos climáticos extremos no futuro.






































