Hegemonia e realidade se encontram na força avassaladora do capital, uma força motriz que faz com que as rotas econômicas continuem sendo caracterizadas pelos distúrbios humanos das esferas internacionais do poder em ascensão. Essa ponte geopolítica disfarçada de linguagem diplomática se tornara uma característica clarividente de que essa ponte só se quebra do lado mais fraco, e que a balança comercial exterior, tivera afrontosamente os seus pratos alijados e de forma cruel, arrancados das mãos da justiça e da paz.
O caos dessa parcialidade jurídica mundial onde os direitos destituídos de deveres se tornara numa opressiva coerção e numa delituosa ofensiva que renega e oblitera a soberana carta magna de seus países, o narcotráfico agora passara à ser entendido por determinados chefes de Estado como o único responsável pela desgraça e pelo infortúnio da injustiça e das desigualdades internacionais vigentes.
O multilateralismo moderador morreu, os projetos econômicos malevolentes proliferaram, os nebulosos pacotes de tarifaços dilaceraram-se, o Conselho de segurança da ONU ficara visivelmente encalhado entre mazelas e gargalos de uma linguagem persuasiva e autoritária que planeja e rasga a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada briosamente em 1948.
Não estamos aqui para defendermos estados totalitários que insistem em cercear a liberdade, não estamos aqui para defendermos o poder nocivo do narcotráfico que execra profundamente a humanidade, e muito menos, também, estamos aqui para defendermos ataques bélicos perniciosos que ferem e amordaçam as soberanias nacionais, conquistadas democraticamente durante séculos, pelo sangue e pelas lágrimas da incansável luta em defesa dos direitos humanos dos povos de todas as nações da humanidade.
Que o poder hegemônico do capital neoliberal, agora aterrorizando com nova roupagem, pare de se utilizar de seus seculares métodos genocidas, e que os assentos dos tribunais penais jamais se rendam e jamais se tornem adeptos parciais da subserviência da diplomaquiagem internacional natimorta.










































