Rondônia começa a segunda semana de janeiro sob influência de chuvas com intensidade variando entre os níveis 1 e 2. A previsão para as próximas 24 horas indica precipitações mais leves na maior parte do estado, mas com expectativa de aumento da intensidade entre os dias 6 e 7, especialmente nas regiões norte e sudeste.
De acordo com monitoramento realizado pelo satélite GOES-19, a segunda-feira (5) apresenta maior concentração de chuvas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste de Rondônia, com tendência de intensificação ao longo da tarde. O mapa meteorológico também aponta uma área de convergência de umidade em espiral sobre o Acre, onde já são registradas precipitações intensas.

Esse sistema atmosférico contribui diretamente para o aumento das chuvas na região da Ponta do Abunã, em Porto Velho, impulsionado pela formação de nuvens carregadas no nordeste do Acre e no sul do Amazonas. As chuvas nessas áreas vizinhas influenciam o regime pluviométrico do extremo oeste rondoniense.

Com base nas previsões do CPTEC e do Inmet para os dias 5 e 6, a intensidade das chuvas tende a diminuir em grande parte de Rondônia. A maioria do estado permanece classificada com nível 1 de precipitação, com volumes estimados em até 85%, abrangendo áreas ao norte de Porto Velho e se estendendo até o sudeste, além das regiões noroeste, nordeste e sudoeste. No sul do estado, a previsão indica volumes menores, entre 45% e 50%.
Entre os dias 6 e 7, no entanto, há previsão de aumento das precipitações, com chuvas de nível 2, caracterizadas como tempestades severas e organizadas pelo CPTEC. Essa intensificação está associada à elevada umidade da floresta amazônica, ao processo de evapotranspiração e à influência residual do fenômeno La Niña, que ainda atua no Pacífico equatorial, embora em fase de enfraquecimento.

O período conhecido como “verão amazônico”, iniciado em 20 de dezembro, corresponde justamente à fase de maior pluviosidade na região Norte. Apesar do nome, esse é o intervalo do ano em que as chuvas se tornam mais frequentes e intensas, elevando os níveis dos rios e aumentando o risco de cheias e enchentes.
Outro fator relevante é a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, que permanece influenciando o clima em diversas regiões do país. Esse sistema integra os chamados “rios voadores”, corredores de umidade formados na Amazônia que transportam vapor d’água para outras áreas do Brasil. Até o dia 9, Rondônia deve figurar entre os estados mais impactados pelas chuvas, enquanto a elevada pluviosidade na Bolívia, especialmente em Beni, Pando e Santa Cruz, serve de alerta para a elevação dos rios Madeira e Acre.






































