A expectativa de vida no Brasil ao nascer atingiu 76,6 anos em 2024, representando o valor mais alto na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, o indicador estava em 76,4 anos. A Tábua de Mortalidade, divulgada nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro, revela um avanço significativo. Em comparação com 1940, quando o brasileiro esperava viver apenas 45,5 anos, o aumento é de 31,1 anos.
Novo Recorde Histórico de 76,6 Anos
A expectativa de vida indica quantos anos uma pessoa viverá, em média, se mantidos os atuais padrões de mortalidade. Este avanço constante foi brevemente interrompido pela pandemia de covid-19.
O IBGE aponta que, em 2019, o indicador era de 76,2 anos. Contudo, devido aos efeitos da pandemia, o patamar foi reduzido para 72,8 anos em 2021. Desde então, a trajetória de crescimento foi retomada, culminando no recorde atual. No cenário mundial, Mônaco (86,5 anos), San Marino (85,8) e Hong Kong (85,6) apresentam as maiores esperanças de vida.
Diferença entre Gêneros e Sobremortalidade Masculina
A projeção do IBGE mostra que, historicamente, as mulheres vivem mais do que os homens. Em 2024, a esperança de vida das mulheres foi de 79,9 anos. Já a expectativa de vida dos homens ficou em 73,3 anos.
Essa diferença de 6,6 anos em favor das mulheres reflete a sobremortalidade masculina. Segundo o indicador, na faixa etária entre 20 e 24 anos, a chance de um homem morrer é 4,1 vezes maior do que a de uma mulher. O instituto associa este fato ao processo de urbanização no Brasil.
O aumento da mortalidade de adultos jovens do sexo masculino está relacionado a causas externas, como homicídios e acidentes de trânsito. Essa disparidade entre os sexos era menor em 1940, quando a diferença era de 5,4 anos.
Impacto na Previdência e Mortalidade Infantil
A Tábua da Mortalidade é um dado essencial para o cálculo do fator previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A análise detalha a expectativa de vida em diferentes idades.
Em 2024, a população brasileira que chega aos 60 anos tem a perspectiva de viver mais 22,6 anos em média. Para os homens, são mais 20,8 anos, e para as mulheres, mais 24,2 anos.
O levantamento também mostra que a mortalidade infantil voltou a cair. A taxa, que considera bebês com menos de 1 ano, foi de 12,3 para cada mil crianças nascidas em 2024. O dado representa uma melhora em relação a 2023 (12,5). O número ainda está acima da taxa de 2020 (11,4). Em 1940, a taxa era de 146,6 mortes por mil nascidos.
A queda histórica da mortalidade infantil está associada a fatores como vacinação, pré-natal, aleitamento materno, saneamento adequado e aumento da escolaridade e renda.










































