Um encontro com a música que atravessa fronteiras e conecta identidade, memória e inovação. Nesta sexta-feira, dia 20, às 10h, o Frequência Criativa recebe Anderson Benvindo, compositor e multi-instrumentista rondoniense que vem ganhando destaque dentro e fora do Brasil. Natural de Porto Velho, Anderson carrega em sua trajetória uma forte herança musical.
Filho de Aderson Benvindo Pereira, parceiro de Tom Zé e integrante da banda Perfume Azul do Sol, ele desenvolveu uma identidade artística marcada pelo pós-tropicalismo e pela experimentação sonora. Com formação em Música pela Universidade Federal de Rondônia e especialização em trilha sonora pela Academia Internacional de Cinema, Anderson ampliou sua atuação internacional ao participar do International Lab for Art Practices (ILAP), em Brooklyn, Nova York.
Sua obra transita entre a música de concerto e a arte sonora, criando experiências que dialogam com a Amazônia e a contemporaneidade. Premiado no 13º Salão de Artes de Rondônia, também participou de exposições como “Ocupações Estéticas” e levou sua performance “Afluências” a festivais nacionais e internacionais, incluindo apresentações em Minas Gerais e no Salão Internacional de Artes em Paris.
Entre seus trabalhos mais recentes, destaca-se a trilha sonora do filme “Mucura” (2025), que conquistou reconhecimento internacional ao estrear no Festival Fantasporto, em Portugal, além de vencer como melhor filme pelo júri jovem no Festival Olhar do Norte.
Outro destaque é o curta “Ela Mora Logo Ali” (2022), premiado no Festival de Gramado. Na música de concerto, o artista também vem se consolidando com o espetáculo “Igapós”, uma obra contemporânea que une música, dança e elementos cênicos, apresentada no Teatro Palácio das Artes e em importantes circuitos culturais como Recife e Diamantina.
Além disso, Anderson atua como diretor musical da School of Rock Porto Velho, contribuindo diretamente na formação de novos talentos e no fortalecimento da cena musical local. A entrevista promete mergulhar no processo criativo do artista, sua trajetória internacional e a forma como a cultura amazônica pode dialogar com o mundo por meio da arte.





































