O sistema de saúde no Líbano e no Irã enfrenta uma crise sem precedentes após uma série de ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos. No Líbano, o Ministério da Saúde confirmou que 70 unidades de saúde foram atingidas desde o início de março, resultando na morte de 42 profissionais e no fechamento de cinco hospitais. No Irã, o cenário é ainda mais grave, com o governo local e a Crescente Vermelha relatando danos em mais de 300 equipamentos, incluindo hospitais, farmácias e quase uma centena de ambulâncias atingidas por mísseis.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) justificam as ações alegando que grupos como o Hezbollah utilizam instalações médicas e ambulâncias para fins militares. No entanto, a Anistia Internacional rebateu as afirmações, destacando a ausência de provas que validem transformar centros de saúde em campos de batalha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem monitorado os incidentes e confirma que a infraestrutura sanitária da região está severamente comprometida, sobrecarregando o atendimento a milhares de feridos.
Estratégia de Guerra e Impacto na População Civil
Especialistas em geopolítica apontam que o alto volume de ataques a hospitais e unidades básicas pode indicar uma estratégia deliberada para pressionar a população civil e desestabilizar os governos locais. Além dos impactos diretos, bombardeios em prédios vizinhos têm sido utilizados para forçar a evacuação de grandes centros médicos de forma indireta. Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos nega ataques intencionais a alvos civis, classificando as destruições como possíveis “efeitos colaterais” dos combates na região.
O histórico de ataques a serviços de saúde já havia sido registrado de forma intensa na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde outubro de 2023, onde quase mil profissionais perderam a vida. No atual estágio do conflito, não há registros de centros médicos atingidos em território israelense ou em outros países do Golfo Pérsico. O direito internacional humanitário estabelece que hospitais e transportes médicos devem ser protegidos, mas a realidade no terreno mostra um desrespeito sistemático a essas normas.









































