A escalada dos combates entre Israel e o grupo Hezbollah gerou uma crise humanitária aguda, forçando 667 mil pessoas a abandonarem suas casas no Líbano em apenas sete dias. De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o ritmo de deslocamento é alarmante, registrando um aumento de mais de 100 mil pessoas em um único dia, enquanto milhares de sírios que viviam no país buscam refúgio de volta à Síria.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos questionou a legalidade das ordens de evacuação de Israel, que já atingem mais de 100 cidades e vilarejos, além de áreas densamente povoadas como a periferia sul de Beirute e o Vale do Bekaa. Para as Nações Unidas, o alcance dessas ordens dificulta o cumprimento pela população e coloca em xeque a eficácia da medida como proteção humanitária, correndo o risco de violar o direito internacional por configurar deslocamento forçado.
Em paralelo, a ONG Human Rights Watch denunciou o uso de fósforo branco por parte das forças israelenses em áreas residenciais no sul do Líbano. A substância é proibida em zonas civis devido aos graves danos físicos e incêndios incontroláveis que provoca. Israel, por sua vez, afirma que suas operações são precisas e visam infraestruturas do Hezbollah, utilizando os alertas para mitigar danos colaterais.
O conflito intensificou-se após o Hezbollah retomar ataques em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã e a supostas violações do cessar-fogo firmado em novembro de 2024. Nesta terça-feira, 10, o grupo libanês lançou novos ataques contra o território israelense, alegando autodefesa contra a agressão às vilas libanesas. O sistema de saúde local já sente o impacto direto, com a OMS confirmando o fechamento de 43 centros de saúde e dois hospitais devido à insegurança nas áreas de combate.










































