EUA matam seis suspeitos em novo ataque contra “narcoterroristas” no Pacífico

Operação Lança do Sul atinge marca de 157 mortos desde setembro; ação ocorre após Trump lançar coalizão militar "Escudo das Américas" em Miami.

Fonte: RTP - 20

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EUA matam seis suspeitos em novo ataque contra “narcoterroristas” no Pacífico
© Donald Trump Truth Social/Divulgação

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O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou a execução de um “ataque cinético letal” contra uma embarcação no Oceano Pacífico neste domingo (8). A ofensiva resultou na morte de seis pessoas classificadas pelo Pentágono como membros de organizações terroristas ligadas ao narcotráfico. De acordo com o comunicado oficial publicado na rede social X, a inteligência americana confirmou que o barco navegava por rotas estratégicas de escoamento de drogas no Pacífico Oriental. Nenhum militar dos EUA ficou ferido na ação.

Como tem sido praxe na chamada Operação Lança do Sul, iniciada em setembro de 2025, os militares divulgaram imagens aéreas que mostram a embarcação em chamas após o impacto. Desde o início desta campanha, os dados oficiais contabilizam 157 mortes em 45 ataques distintos. No entanto, a operação segue sob intenso debate internacional e doméstico, uma vez que a administração de Donald Trump não apresentou provas públicas definitivas que comprovem o envolvimento direto de todas as embarcações visadas com o tráfico internacional.

A intensificação das ações no Pacífico ocorre em paralelo à nova diretriz diplomática de Washington. No último sábado (7), o presidente Donald Trump reuniu líderes de direita da América Latina em Miami para lançar o “Escudo das Américas”, uma coalizão militar focada no combate ao que define como “narcoterrorismo”. O movimento já apresenta resultados práticos, como a primeira operação conjunta realizada com o Equador na semana passada. Contudo, o tom da cooperação é acompanhado de advertências severas: o secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA estão prontos para lançar uma “ofensiva por terra” contra os cartéis caso os governos locais não colaborem.

Apesar da mobilização no continente americano, o poder de fogo na região sofreu alterações logísticas recentes. O grupo do porta-aviões USS Ford, que integrava a frota de patrulhamento no Caribe e Pacífico, foi deslocado para o Oriente Médio devido à escalada da guerra com o Irã. A permanência de outras unidades navais garante a continuidade dos ataques pontuais, enquanto a Casa Branca pressiona por acordos de extradição e intervenção direta em solo estrangeiro para desarticular os centros de produção de drogas.

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