O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou veementemente a escalada de violência no Oriente Médio e exigiu a apuração rigorosa do ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã. O bombardeio, ocorrido no último sábado, 28, durante o horário escolar, deixou mais de 150 meninas mortas e pelo menos 90 feridas. Türk classificou o episódio como uma violação inaceitável e instou Israel e Estados Unidos a adotarem medidas drásticas para evitar o sacrifício de vidas civis em meio ao conflito direto com o governo iraniano.
Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira, 3, a porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, reforçou a necessidade de uma investigação rápida e minuciosa. Segundo a organização, cabe às forças responsáveis pela ofensiva tornar públicas as conclusões sobre o incidente, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a devida reparação às famílias das vítimas. A agência estatal iraniana Irna relatou cenas de desespero no local, destacando que o alvo era uma instituição de ensino frequentada majoritariamente por crianças em fase primária.
Além da condenação ao ataque específico, o alto comissário implorou para que as partes envolvidas “recuperem o bom senso” e cessem as hostilidades imediatamente. Para as Nações Unidas, a via diplomática continua sendo o único caminho viável para interromper a destruição e o desespero que assolam a região. Türk convocou os Estados membros a defenderem a Carta da ONU e a respeitarem integralmente o direito internacional humanitário, que proíbe ataques contra infraestruturas educacionais e civis.
A tragédia em Minab ocorre em um momento de extrema tensão, com o fechamento de rotas comerciais estratégicas e ataques retaliatórios entre as potências. A comunidade internacional observa com preocupação a possibilidade de o conflito se expandir para uma guerra total, o que agravaria ainda mais a crise de direitos humanos. Ativistas e organizações humanitárias em todo o mundo têm se mobilizado para exigir corredores seguros para o atendimento dos feridos e a proteção de crianças em zonas de combate.











































