As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram, na manhã desta terça-feira, 3, uma incursão terrestre em zonas fronteiriças do sul do Líbano. De acordo com fontes militares libanesas, a movimentação de tropas e blindados ocorre especificamente nas áreas de Kfar Kila e na planície de Khiam. A ofensiva foi autorizada pelo Ministério da Defesa israelense com o objetivo de assumir o controle de “posições estratégicas” no país vizinho, intensificando a pressão militar sobre o movimento Hezbollah.
Diante do avanço das colunas israelenses, o Líbano ordenou a retirada de seus militares de postos avançados localizados na Linha Azul, a fronteira demarcada pela ONU. A medida visa preservar a integridade das tropas libanesas, que buscam evitar o fogo cruzado entre Israel e o Hezbollah. O cenário na região é de alerta máximo, com relatos de bombardeios de artilharia dando suporte ao avanço da infantaria mecanizada em território libanês.
A operação terrestre marca uma escalada significativa na campanha militar que Israel mantém no Líbano, ocorrendo de forma paralela ao conflito direto contra o Irã. O governo israelense justifica a incursão como necessária para desmantelar a infraestrutura de lançamento de foguetes do Hezbollah e garantir o retorno em segurança dos residentes do norte de Israel às suas casas. Por outro lado, o governo libanês denuncia a violação de sua soberania nacional.
A comunidade internacional acompanha com apreensão o desenrolar da ofensiva, temendo que a incursão terrestre resulte em uma ocupação prolongada ou em uma guerra regional de maiores proporções. Enquanto as tropas avançam por terra, a força aérea israelense mantém ataques sistemáticos contra alvos em Beirute e no Vale do Bekaa, buscando neutralizar os centros de comando e logística do grupo pró-iraniano.









































