O tráfego aéreo global sofreu uma interrupção drástica neste sábado, 28, com o início das operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Dados preliminares da consultoria Cirium indicam que quase 40% dos voos destinados a Israel foram cancelados nas primeiras horas da ofensiva. A escalada de violência transformou o Oriente Médio em uma “zona de exclusão” para a aviação comercial, afetando uma das regiões mais movimentadas do mundo, que serve como ponte estratégica para conexões entre a Europa e a Ásia.
Mapas de monitoramento em tempo real, como o Flightradar24, mostram o espaço aéreo sobre o Irã, Iraque, Kuwait, Israel, Bahrein, Catar e Jordânia praticamente vazio. A medida foi tomada após o relato de explosões em cidades do Golfo, incluindo áreas próximas a bases militares americanas no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu uma recomendação formal para que todas as companhias europeias evitem as áreas afetadas pela intervenção militar, citando riscos de abates acidentais.
Grandes grupos de aviação anunciaram suspensões imediatas. A Lufthansa cancelou rotas para Dubai, Tel Aviv, Beirute e Omã até o dia 7 de março, enquanto a British Airways interrompeu voos para Amã e Bahrein. Air France, Iberia e Wizz Air também suspenderam suas operações para os principais destinos da região. Para as empresas, o conflito representa um fardo operacional severo: além do risco de segurança, os desvios obrigatórios resultam em tempos de voo mais longos e um consumo de combustível significativamente maior, elevando os custos de operação.
A crise ocorre em um momento em que as rotas pelo Oriente Médio já eram consideradas vitais devido ao fechamento do espaço aéreo sobre a Rússia e a Ucrânia. Com o novo bloqueio, as opções de corredores aéreos seguros tornam-se ainda mais restritas. Especialistas em aviação preveem que o fechamento do espaço aéreo na região deve persistir por tempo indeterminado, dependendo da intensidade da retaliação iraniana e da duração da “Operação Fúria Épica” conduzida pelas forças aliadas.










































