O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta quarta-feira, 25, que chegou a um acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para elevar o nível das negociações de paz. Após uma conversa telefônica que contou com a participação dos negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, ficou definido que as reuniões trilaterais envolvendo a Rússia, previstas para o início de março, deverão pavimentar o caminho para um encontro direto entre os líderes das nações envolvidas.
Zelensky reforçou que a diplomacia direta entre chefes de Estado é a única via para solucionar as questões territoriais e de soberania que mantêm Moscou e Kiev em impasse. Enquanto os preparativos para a cúpula avançam, o governo ucraniano também se dedica a estruturar um “pacote de prosperidade” junto aos EUA, focado na reconstrução pós-guerra e na estabilidade econômica do país, cujos detalhes começam a ser redigidos em reuniões bilaterais nesta semana.
Diplomacia em Genebra e pacotes econômicos
A movimentação diplomática ganha corpo em Genebra, onde Rustem Umerov, chefe da equipe de negociação da Ucrânia, encontra-se com os enviados de Trump. Paralelamente, fontes diplomáticas indicam que Kirill Dmitriev, enviado de Vladimir Putin, também deve participar de diálogos com a equipe norte-americana. O objetivo imediato é criar uma estrutura de documentos econômicos e de segurança que sustente um eventual cessar-fogo duradouro, afastando o conflito da esfera estritamente militar para a vontade política.
Defesa aérea e retórica nuclear
Durante o anúncio, Zelensky aproveitou para agradecer o fornecimento de mísseis de defesa aérea pelos EUA, fundamentais para a proteção das cidades ucranianas durante o inverno. O líder ucraniano também rebateu veementemente as acusações russas de que Kiev estaria buscando armas nucleares, classificando a retórica do Kremlin como “pressão política perigosa” para desestabilizar a posição da Ucrânia na mesa de negociações. Zelensky reafirmou que o país não possui tais armamentos e pediu uma reação firme de Washington contra as alegações de Moscou.
O sucesso das conversas em março é visto como a maior chance de encerrar o maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar do otimismo cauteloso de Zelensky, a questão da devolução de territórios ocupados pela Rússia permanece como o ponto de maior fricção, exigindo uma mediação norte-americana agressiva para que o encontro de líderes resulte em um tratado definitivo de paz.







































