O tribunal do distrito central de Seul condenou a ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, a uma pena de 20 meses de prisão nesta quarta-feira. A sentença está fundamentada em crimes de corrupção que marcaram o período em que seu marido ocupava o poder.
A decisão judicial ocorre em um cenário de crise institucional no país, após a prisão do ex-presidente Yoon Suk-yeol por atos ligados à lei marcial em 2024. O juiz Woo In-sung aplicou a punição por corrupção, mas absolveu a ré de acusações sobre manipulação de mercado.
Durante o processo, o Ministério Público sul-coreano sustentou que Kim aceitou subornos de empresários e políticos que somam cerca de 170 mil euros. A acusação também destacou o recebimento de presentes luxuosos e a interferência indevida em assuntos de Estado.
A ex-primeira-dama negou a maioria das acusações e classificou o processo como injusto, embora tenha pedido desculpas públicas pelos transtornos causados. Ela era investigada também por sua proximidade com a liderança da Igreja da Unificação, a seita Moon.
O desfecho deste julgamento reforça a série de condenações que atingem o antigo círculo de poder em Seul. Na última semana, o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo também foi condenado a uma pena severa de prisão por cumplicidade em crimes governamentais.








































