O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta terça-feira, 27, a conclusão de um acordo de livre comércio com a União Europeia (UE). O pacto, classificado por Modi como a “mãe de todos os acordos”, abre as portas para que 1,4 bilhão de indianos e milhões de europeus ampliem suas relações comerciais de forma inédita.
As negociações entre as duas potências duravam quase 20 anos e ganharam força nos últimos meses. O movimento é visto por especialistas como uma manobra estratégica para reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos, especialmente após ameaças tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump.
O comércio bilateral entre a Índia e o bloco europeu movimentou cerca de 136,5 bilhões de dólares no último ano fiscal. Com o novo tratado, setores de mão de obra intensiva na Índia devem aumentar suas exportações, enquanto produtos europeus, como automóveis, terão redução em tarifas que chegavam a 110%.
A assinatura formal do documento ocorrerá após uma análise jurídica prevista para durar até seis meses. A expectativa do governo indiano é que a implementação total das novas regras de mercado aconteça dentro de um ano, consolidando a UE como o maior parceiro comercial do país asiático.
A iniciativa de Nova Delhi ocorre simultaneamente a outros acordos firmados pela União Europeia, como o recente pacto com o Mercosul. Esse cenário reforça uma tendência global de fortalecimento de blocos econômicos independentes diante das incertezas e barreiras comerciais impostas pela atual gestão norte-americana.











































