Uma juíza federal de Boston emitiu, na noite de sábado, 24 de janeiro, uma liminar que bloqueia a tentativa do governo de Donald Trump de encerrar o status legal de mais de 8,4 mil imigrantes. A decisão beneficia familiares de cidadãos norte-americanos e residentes permanentes vindos de países como Colômbia, Haiti, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras e Cuba.
A juíza distrital Indira Talwani considerou a medida do Departamento de Segurança Interna (DHS) arbitrária e caprichosa. Segundo a magistrada, o governo não apresentou provas de fraude nem considerou os danos causados às famílias que já haviam vendido bens e deixado empregos em seus países de origem para viver legalmente nos Estados Unidos.
Os programas de reunificação familiar, modernizados durante a gestão de Joe Biden, permitiam que estrangeiros aguardassem a liberação de seus vistos definitivos em solo americano sob patrocínio de parentes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, pretendia encerrar essas concessões alegando que o processo contornava as prioridades de fiscalização migratória.
Com a liminar, a situação legal desses imigrantes fica preservada enquanto o processo judicial avança. A decisão representa um freio jurídico importante à política migratória de Trump, que conta com um orçamento recorde de US$ 170 bilhões para ações de fiscalização e deportação até o ano de 2029.
A ação foi movida por grupos de defesa dos direitos humanos que contestam a reversão em massa de permissões temporárias concedidas a centenas de milhares de pessoas. O Departamento de Segurança Interna ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial que protege as famílias latinas da deportação imediata.











































