Japão suspende maior usina nuclear do mundo após alarme

A operadora Tepco paralisou o reator número 6 da central de Kashiwazaki-Kariwa poucas horas após a reativação devido a uma falha técnica no monitoramento das barras de controle.

Fonte: Lusa - 20

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© Kyodo/via REUTERS - Proibido reprodução

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A Tokyo Electric Power Company (Tepco) interrompeu nesta quinta-feira a operação do reator 6 da Central Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo em capacidade instalada. A paralisação ocorreu apenas um dia após o início do processo de reativação, motivada por um alarme no sistema de monitoramento das barras de controle.

O incidente técnico foi detectado à 0h28 (horário local) durante a retirada das barras que regulam a fissão nuclear. A empresa tentou substituir componentes elétricos no painel de controle para solucionar a anomalia, mas o problema persistiu, forçando a interrupção total dos procedimentos para uma investigação detalhada.

A Tepco assegurou que o reator permanece em condições estáveis e descartou qualquer risco de vazamento radioativo para o exterior. A usina, localizada na prefeitura de Niigata, estava desativada desde 2011, quando o desastre de Fukushima levou ao fechamento de todos os reatores nucleares do país por segurança.

A reativação de Kashiwazaki-Kariwa é uma peça estratégica no plano energético do governo japonês para reduzir emissões de carbono e garantir a segurança elétrica. No entanto, a retomada enfrenta forte resistência de cerca de 60% da população local, que mantém desconfiança sobre a gestão de segurança da operadora.

Historicamente, o complexo nuclear possui capacidade superior a 8 mil megawatts, sendo fundamental para o abastecimento da região de Tóquio. Desde o terremoto e tsunami de 2011, a central passou por rigorosas reformas estruturais e novas certificações antiterrorismo, mas falhas técnicas recorrentes têm adiado o retorno pleno das atividades.

Ainda não há uma previsão oficial para a retomada dos testes no reator 6. O regulador nuclear do Japão informou que acompanhará rigorosamente a investigação da Tepco sobre a falha no alarme, reforçando que a segurança operacional é a condição absoluta para a continuidade do programa nuclear civil no país.

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