O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, seu interesse na compra da Groenlândia durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Trump classificou a proposta como uma negociação comercial histórica e estratégica, negando qualquer intenção de utilizar força militar contra a Dinamarca para concretizar a aquisição do território.
Segundo o líder estadunidense, a Groenlândia possui uma localização chave para a defesa internacional, embora tenha descrito a região de forma depreciativa como “apenas um pedaço de gelo”. Trump argumentou que os EUA garantem a segurança da área e que a cessão do território seria uma contrapartida justa pelos investimentos norte-americanos na Otan e pela proteção histórica oferecida à Europa.
Intervenção na Venezuela e mercado de petróleo
Durante o pronunciamento, Trump também comentou a situação política na Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças ligadas ao seu governo. O republicano afirmou que o país sul-americano está “indo bem” e destacou que empresas petrolíferas já se alinham aos interesses de Washington para retomar a extração de óleo em larga escala.
De acordo com o presidente, a influência direta dos EUA no setor energético venezuelano já reflete na queda dos preços de combustíveis para os consumidores norte-americanos. Trump defendeu a legitimidade das ações em território estrangeiro como parte de uma estratégia de fortalecimento econômico e estabilização regional sob a liderança de sua gestão.
Críticas à Europa e ao Federal Reserve
No campo da política interna, Trump celebrou o primeiro ano de seu segundo mandato com promessas de crescimento recorde e derrota da inflação. Ele aproveitou a plateia global em Davos para desferir ataques a Jerome Powell, atual presidente do Banco Central dos EUA (Fed), anunciando que um substituto será nomeado em breve para garantir a redução das taxas de juros.
O presidente também criticou duramente as nações europeias por suas políticas de migração e transição energética. Para Trump, o investimento em fontes renováveis, como a energia eólica, é uma “catástrofe” e a Europa deve adotar posturas mais rígidas no comércio e na defesa para ser considerada uma aliada forte dos Estados Unidos.









































