O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira, 20, que convidou oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o Conselho da Paz. O órgão internacional será presidido pelo líder norte-americano e terá a função de supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza.
Durante uma coletiva de imprensa, Trump afirmou que Lula teria um papel relevante no colegiado devido à sua influência global. O convite faz parte da segunda fase do plano de paz articulado pela Casa Branca, que prevê a criação de um comitê para administrar o território palestino após anos de conflitos militares.
Até o momento, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não confirmaram se o Brasil aceitará participar do grupo. Fontes diplomáticas indicam que o governo brasileiro avalia a proposta, que ocorre em um momento de tensões, com Lula criticando publicamente a postura de Trump e suas tentativas de influência mundial.
Outros líderes da América Latina, como Javier Milei, da Argentina, e Santiago Peña, do Paraguai, já aceitaram o convite e expressaram apoio à iniciativa. O conselho também deve incluir figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
A formação deste conselho tem gerado reações diversas na comunidade internacional. O governo de Israel manifestou críticas à composição do painel, alegando que a iniciativa não foi devidamente coordenada. Além disso, a ausência de líderes palestinos nas estruturas de governança anunciadas é alvo de questionamentos.
A decisão brasileira é aguardada com expectativa, dado o histórico de posicionamentos de Lula em defesa da soberania palestina e suas críticas à condução militar na região. O Ministério das Relações Exteriores deve se manifestar oficialmente após concluir a análise técnica sobre as regras de funcionamento do colegiado.








































