A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Durante o painel focado no crescimento da América Latina, a ministra defendeu que a integração regional é a estratégia fundamental para que o bloco supere a média histórica de crescimento de 2% e alcance patamares mais elevados de desenvolvimento.
Única representante do governo brasileiro no evento, Dweck apontou que a América Latina é uma das regiões menos integradas do mundo. Segundo a ministra, o fortalecimento de cadeias regionais de valor, a melhoria da infraestrutura compartilhada e a integração de políticas sociais podem gerar ganhos significativos de escala e eficiência para os países vizinhos.
Diplomacia e cenário comercial
No fórum, a ministra ressaltou os esforços diplomáticos do Brasil para mitigar os impactos das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos no último ano. Ela destacou que a atuação do governo foi decisiva para a reversão parcial dessas sobretaxas, que ainda afetam setores específicos da economia nacional. Dweck também citou a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia como um marco histórico após décadas de negociações.
Em sua fala, a ministra descreveu a atual gestão federal como uma combinação de estratégias de governos anteriores, unindo responsabilidade fiscal com forte foco em políticas sociais. Ela pontuou que a reorganização do orçamento e a redução do déficit fiscal em mais de 70%, quando comparado ao início do mandato, são pilares que sustentam a estabilidade econômica atual.
Reforma tributária e desigualdade
A estratégia brasileira de crescimento, segundo Dweck, baseia-se em cinco frentes principais, tendo a distribuição de renda como motor central. Ela classificou como “histórica” a aprovação da reforma tributária no Brasil, mencionando tanto a simplificação da tributação indireta quanto as mudanças no imposto de renda como ferramentas para reduzir as desigualdades sociais e impulsionar o consumo.
O Fórum Econômico Mundial, que em 2026 completa 55 anos, tem como tema central o espírito de diálogo e cooperação. O evento reúne líderes globais para debater soluções para os desafios econômicos contemporâneos, e a participação brasileira reforça o papel do país como articulador das pautas de desenvolvimento sustentável e justiça social na América Latina.









































